REZA

No acalanto do meu ”affaire
Erato, Musa da Poesia
 Edward J. Poynter
com as mágicas noites e harpias
canto ao mestre Baudelaire
pela boca de tão maltratada cria,

Que se entorpece da existência
mal se pondo de pé ao dia
às vezes se gasta em penitência
a dizer preces que ninguém ouvia,

A estranha que ninguém preza
se desistir, quem lembraria?
é quase sombra, é também a reza
de todos os loucos, poesia...

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