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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

ÂMBAR

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alguma coisa foi-se perdendo aos poucos, cada dia e sem deixar nenhum sinal largou as asas, fugiu;
alguma coisa que ria córregos e se fazia carrossel e em noites sem lua, escrevia lumes e cores pelo ar;
algo que silenciou sem rugido leão em seu mistério entre o manifesto e o oculto
de abismos, e vastidões;
não saberia dizer o que foi procurei em ondas de pensar mares de coisas a ir e vir descontínuas mutiladas nuas;
trilha de lágrimas a evaporar os silêncios das praças o fogo entalhado sem paixão no âmbar das cinzas...

PAISAGEM NA LUA DE VIDRO

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devia perscrutar o sem fim refletido como uma sombra de silêncio a acordar brasas sob as cinzas;
contudo, no umbral da alma se retorcem os mundos – para divisar na lua um espelho que é obscuro ainda;

como criança ainda esperava, teimosamente às vezes relutante navegar vazio mas ouvia o tempo rasgar o véu;

então via as transparências desse mundo ruírem como faróis na escuridão nesse mar a unir a terra, e o céu...