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Mostrando postagens de Maio, 2014

NÃO SOU

Não sou um poeta de livros sou desses de arrancá-los das poças d’água na rua do prisma furta-cor do olhar da contração da aurora nua,
Nas páginas giram insetos dessa eletricidade de durar letras de céu, ou de chuva rimas de mar e estranhezas saem da alma como luva,
Sou o que sonha desperto e vigio o sono de imaginar na tipografia de silêncio gravo as cavidades infinitesimais de mundos a desmoronar,
Não sendo um poeta de livros escrevo-me é de penumbra na folha em branco que sou esse é o tomo impublicável que se desfolha aonde vou...  

DESTREZA

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Nenhum lugar me pertence embora delimite o território e dele me aproprie,
Nenhuma onda me devolve embora continue a marcha a lassos ventos,
O sorriso que ofusca o outro no espelho, sabe da estória mal contada, Se havia anjos, não escutei ainda, o sussurro das asas entre sombras,
Vaguei quanto há de imenso um oceano de fúria e medo, e noite em mim...
E nesse exercício de ser só divido da condição humana sem ter como repartir.

FÊNIX

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Espalho as cinzas de quanto amei pelos caminhos,
Estátua de sal sem caule, ou raiz somente espinhos;
A lágrima se vai num rio que leva memórias, partidas,
Do que era fim o sonho se ergue
nas chamas da vida.

PREDIÇÃO

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O silêncio das perguntas sem resposta, as respostas sem sentido que nada dizem,
O olhar se apaga, mãos que procuram, onde há voos mais altos e sem declives? A estrada feita de pedras segue além, quantos rios se perderam no oceano?
Os loucos já não cantam os seus presságios, e o mundo sem escuridão será quando?

...and the world without darkness will be when?

OCASO

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Essa solidez do nada em recintos de névoa é o pilar que sustenta súmulas de memórias; Desabam as ilusões ante olhos abismados, mas é como deve ser e a tarde uiva o talvez;
O dia nasceu tão cedo, a hora arrasta manhãs e noites sem devaneios;
E não há mais tempo nos silêncios do ocaso,
além desse de esquecer.