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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

CENA

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Sei que canto. E a canção é tudo. Cecília Meireles

CONTRADIÇÃO

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MADUREZA

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tenho palavras que me engolem  e se transfiguram para que a vida rebente espantos
conheço do mais alto céu ao abismo dissonâncias atinjo pouco ou nada  e rumos perdidos quantos
em mim nada me preza mais que os desvarios, e as jornadas entre as canções que acalanto
se ainda brilham as luas que multiplicam a noite de amores refeitos dos desencantos.

PALCO

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Todos riem, e o palhaço triste Representa a sua última cena Nesse repetido drama da vida, De ausente a lua quase fugiu Mas a mágica não foi perdida;
Todos se alegram com a piada E o artista esgrime a sua arte O gesto bobo de ir-se ao chão, De maldade a lua quase sorriu  Mas nada lhe adoça o coração;
Todos se iludem nessa plateia Alcateia de uns lobos suspensos Mas lá fora, palco sem cortina, A lua e eles andam em silêncio E o espetáculo jamais termina.

TRILHAS

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Me atrai a arte das distâncias De grandes mares, e desertos O que se espalha pelo infinito Das nascentes do impraticável Da ausência em que me agito
Um prodígio das muitas faces No contraditório rastro humano A baleia azul, seu eco perdido Ou o fóssil do tumulto da vida Que detém as teorias que sigo
E de quanta incerteza houver Desde perder-se  na correnteza Avessos que não se distinguem As regiões sem limite, abismos E veredas que não se atingem
Que sou levado até a origem Pelas reentrâncias dos sonhos Onde se revela não haver fim Pois de todos esses caminhos O que sigo, encontro em mim...

O JOGRAL

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Jogral não escolhe caminho A estrada o acolhe de longe Aquela sem começo ou fim, Que talvez vá dar em nada Ou talvez surja num jardim;
O destino que lhe cabe seguir É ouvir as estrelas em verso Se não sabe da noite ou dia, Esconde a lágrima na chuva Carrega nas cores da alegria;
Talvez nem encare o dragão Ou salve a donzela em perigo Mas a espada salta ao vento, Se venceu a batalha é consigo E os enganos do pensamento.