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Mostrando postagens de Maio, 2015

FARDO NÉVOA

que foi assim, nesse levar coisas para dentro de mim como uma formiga carrega a faina a vida o sobreviver,
que fiz o mesmo do sonho nacos de sol, cortes de lua clarividências - num seguir as estações caiadas de cor,
no fardo, nem tão pesado dispus marés, os abismos da urgência do ser - o aço do vazio ubíquo - a dúvida,
e fiz desse carregar a vida ofício elementar, devotado como buscasse a provisão e a matéria de um sentido,
talvez intangível substrato de algum sinal a evadir-se e ainda às formigas enleia diluído em sopro de névoa.

AD INFINITUM

Imagem
a fúria da carícia de ventos que não cessam e ainda assim, pouco ou nada sabendo, levam do desvario ao absoluto,
a murmuração de asas que caem, uma a uma nos descaminhos do mundo sem me poder furtar dos desertos da insônia,
canções e tambores anunciam outra batalha chorar, não devo – silencio, e no nada dizer, grito à forma inconclusa,
nessa paisagem sob o crepúsculo lunar me recorto aquiescências e presumo naufrágios em oceanos que não vejo.