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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

ELEMENTOS

não muito distante de querer a verdade invento os caminhos para assim não ver,
a música das rochas o sândalo das rezas tempestades e anjos o olhar em todo ser;
bem antes da noite de se saber o mundo me reservo aos voos em tempos sem medir,
tecer outra memória gastar os elementos na alquimia da vida de chegar e de partir.

MANIFESTO

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passarei a cultivar abraços mais que distâncias experimentar madrugadas e sentir os crepúsculos,

no nada do tempo que se possa desatar os laços e deixar acessos livres para seguir ao infinito,
talvez esquecer tudo de conceitos e teorias de pressuposto e consciência a espelhar-se no vazio,
e crer num sentido sem esmiuçar das palavras nem certezas, ou as dúvidas necessárias a ser livre...

NOTURNO

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§1 leve é a chave de seguir 
a correnteza, 
sem impedir espaços de crescer 
além do que alcança o olhar,
a ternura dos anjos emoldura 
os olhos do tempo 
quando tudo em volta se põe 
num sopro de esperar...

§2 já vi o sol no espelho a refletir 
na imaginação 
os mundos que pudessem 
ainda que por pouco existir,                        
e os dias que se estendem 
entre roldanas 
a girar voltas que se alternam
em chegar e partir...

§3 é estranho o som do luar 
quando os pirilampos 
batem as asas levemente 
nos ramos prateados dos trigais,
e quando a noite já dispersa 
traz em seu manto os feixes do silêncio, refletido pelas estrelas 
que brilham mais...

MUDEZ

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abrir os olhos destravar a pétala do amanhecer giram os mundos giram os tempos que vai acontecer?
tudo é mistério  o novo e o velho como saber? a rosa do meio-dia chegar e partir é o que move viver;
já vi nos rios água se renovar e sempre escorrer vida e orvalho dilatam oceanos de o tempo nascer,
tudo é mistério o fim, o eterno como saber? quando a luz fala
sons e palavras não precisam dizer...

NO INÍCIO

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recomeços... e a mesma estrada torna-se outra por um decreto de ainda acreditar,
recomeços... a sala foi arrumada o fogo crepita sob bater forte o fragor no coração,
recomeços... tudo pode ser igual mas a rotina se reinventa nova em tons em fúrias,
recomeços... pois urge existir o mundo a travessia as danças a fome e o revide de sonhar...