ÂMBAR

alguma coisa foi-se perdendo
aos poucos, cada dia
e sem deixar nenhum sinal
largou as asas, fugiu;

alguma coisa que ria córregos
Flora Borsi - culturainquieta.com
e se fazia carrossel
e em noites sem lua, escrevia
lumes e cores pelo ar;

algo que silenciou sem rugido
leão em seu mistério
entre o manifesto e o oculto
de abismos, e vastidões;

não saberia dizer o que foi
procurei em ondas de pensar
mares de coisas a ir e vir
descontínuas mutiladas nuas;

trilha de lágrimas a evaporar
os silêncios das praças
o fogo entalhado sem paixão
no âmbar das cinzas...

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