PAISAGEM NA LUA DE VIDRO

devia
perscrutar o sem fim refletido
como uma sombra de silêncio
a acordar brasas sob as cinzas;

Simon Siwak
contudo,
no umbral da alma se retorcem
os mundos – para divisar na lua
um espelho que é obscuro ainda;
                
como criança
ainda esperava, teimosamente
às vezes relutante navegar vazio
mas ouvia o tempo rasgar o véu;

então via
as transparências desse mundo
ruírem como faróis na escuridão
nesse mar a unir a terra, e o céu...

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