INTERMITÊNCIA

invento a órbita e o céu
das estrelas que não sei o nome
sentir é onde navego as águas
de chegar aos pensamentos,

libertei aves de imaginar
enquanto me prendia à razão
agora posso me fartar de sonhos
Alexey Bednij -  culturainquieta.com
na nuvem que encima o telhado,

jamais quis ir onde terminam
as trilhas, aposto em jornadas
sem destino, em travessias
mais que em esperar chegadas,

bom artesão de improvisos
desfaço o que à lógica soa reto
por curvas que guiam espantos
meus olhos dimanam no breu,

de certo só tenho o agora
até concluir-se inteiro o ciclo
do intervalo que refaz a vida
desde o transitório ao sem fim...

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