OÁSIS

é preciso escrever
esse ato inútil, sem fruto
como esfolar a pele
e tirasse de dentro
o que se teme surgir,

é preciso rezar
os montes enfileirados
cordilheiras sem fim
enquanto se bebe os rios
de silêncios se esvaindo,

que as histórias
estão presas na garganta
nós que nos afligem
fardos que levamos
mal entramos na vida,

e se faz necessário
contar isso que dói
para que a dor repouse
seus olhos desertos
na sombra da poesia...

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