QUASAR

já recitei ao vento
a minha homilia do nada
meu templo é a vida,

quem me segue voa
com as asas que ofereço
tenho olhos que raiam,

renasci de morrer
em mim mesmo a tudo
que não esteja vívido,
                   
o meu segredo
lavro minas descobertas
em mistérios, e paixão,                                                                                         
não sei de princípios
bebo uma revolta afiada
que não cede palavra,

o que tenho de céu
salvo da vaga liberdade
que me expropriam,

um sem sentido
me conduz às esferas
e, se não há respostas...

no absurdo sonho
o lugar sem fronteiras
onde toda a alma pulse.

Comentários

  1. "o lugar sem fronteiras
    onde toda a alma pulse"

    Que poder, cara. Que poder!

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    Respostas
    1. A poesia se completa com a visão do leitor, esse é o poder! De nada adianta uma ponte se ninguém a atravessa! Obrigado amigo, um grande abraço!

      Excluir

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