POEMA EM LINHA SETA

Me falta a decisão
do instante
me falta a jugular
do perigo
“tantas vezes reles,
tantas vezes porco”

me falta a fartura
do nada
me falta o confluir
dos rios
tantas vezes gasto
o equívoco consolo

me falta o absurdo
do simples
e quanto me falha
uma curva
para num imediato
trespassar essa reta

me falta o começo
de tudo
me falta o espinho
da aresta
pôr um alvo à vista
e se perder a seta...


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Fernando Pessoa

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