DESORDEM


Quem diria que guardava
tantas coisas sem atentar
na inutilidade delas,

Despedaço e me rescindo
de papeis dicionários e pó
a mancha nos óculos,

A última fatia de traduzir
o ideograma da rendição
no rasgo de esperança,
                         
Protestos, contas a pagar
os prognósticos da loteria
cansaço de germinar...

Antares fica além, e Vega
nem avalio, penso viagens
na mira de astrolábios,

Um besouro voa ao lado,
dos objetos que preservo
esse, é o único livre.

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