CLANDESTINO

À noite atravesso as ruas
Em busca do que esqueço,
A luz fosca das lâmpadas
Ofusca estrelas do avesso;
 
Horas que voam, não sei
De onde vim, aonde vou...
Os sinais me fazem seguir
A trilha que outro sonhou;
                 
E no sonho perco o rumo
Das esquinas, e multidões
A rondar atalhos secretos
E os faróis nas amplidões;

E no sonho, incerto norte
Em cada passo me apago,
Sem, no entanto, concluir
As estórias por onde vago.


Comentários

Postar um comentário

Comente os textos, suas críticas são bem-vindas e sugestões também. Obrigado!

Postagens mais visitadas deste blog

MENSAGEM NA GARRAFA

FILME NOIR

VIDÊNCIA