VISÕES

Tomie Ohtake

Colheram umas flores oblíquas
Depois partiram sem prevenir,

As chuvas que vieram, caíram,
E os ventos continuaram a ir...

Quanto pude detive o tempo
Na boca de ocos desfiladeiros,

Asas de aguaceiros que tenho
Tingiram de estrelas os tinteiros;

Pediram estórias e cadências
Depois seguiram em revoada,

Sem ler a estação ou largura
Dos mistérios signos, e nadas...

Quanto pude concebi marés
Fui aventurar outras dimensões,

Olhares de abismos que tenho
Ressurgem por entre as visões.

Comentários

  1. Seus poemas são de uma profundidade impressionante!

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  2. Agradeço muito, sua opinião é de grande valor para mim! Abraços!

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