LIRA

as horas adormecem
entrelaçadas memórias
de anjos interrompidos,
em cada ângulo da sala
expiram ventos na janela,

by Eva Besnyö
uma lira de expectação
na espiral do remanso
soa o não senso de tudo,
calam-se gestos, e ecos
e nada os pode decifrar...

dizem que os faunos
dançam sob a lua cheia
e beijam as ninfas azuis
para reter parte do sonho
antes do esquecimento,

que o mundo se perdeu
na geometria das certezas
sem saber que tudo vaga
onda imersa, cerração
em oceanos de imaginar...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MENSAGEM NA GARRAFA

VIDÊNCIA

O EQUILIBRISTA