AO SILÊNCIO

essa candura de espinhos
numa rosa dentro da alma
esse perfume de ventania
numa chuva a cair na sala,

esse azul de ouvir a lua
numa cantiga de tudo ninar
uma mariposa presa na luz
e um louva-a-deus a dançar,

esse lume na cor do olho
borboletas feitas de azul
essa incerteza de espaços
que se desfazem nas mãos,

esse tempero de ir ao dia
numa tormenta de partidas
esse silêncio que tudo soa
numa mudez de tantas vidas...


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