VIAGEM

quanta coisa que não atinjo
se estende vista afora

com a ponta dos dedos sinto
quase tocá-las agora

como se escorresse um rio
que se vai embora

rio a dividir essa assiduidade
dos dias, das horas

e a tudo dilui no refluir de asa                           
que se evapora

as pedras líquidas de sonhar...
o mistério devora

o peso de buscar um sentido...
nenhum mar ancora

aguardo retornar de um lugar
que se demora.

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