TAÇA

Quando estou triste
É como não estivesse
Me ajusto à máscara
O assombro acontece

Quando vou alegre
Visto sol mar ventania
Viro a folha do tempo
E reinvento a liturgia

Ou triste ou alegre
Nos mundos contíguos
Sei o quanto resistir                                                             
De avarias e desígnios

Ou alegre ou triste
Apenas sei o que minto
E a verdade na taça
É água pura, vinho tinto

Ainda que campeie
Extensas madrugadas
Seja alegria, tristeza...
Tudo dorme, não é nada

Tudo sonha no circo
Os ensaios do porvir
Quando findar a estória
Outra vai-se repetir...

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