MEU POEMA

Vi uma esperança
Quando abri a janela
Saltou junto à luz
Rente ao sol trigueiro
De acender a manhã;

Vi uma esperança
No olhar da moça
Que calculava a rota
Muito tortuosa
De uma estrela anã;

Vi uma esperança
Na tarde encurvada
Dos olhos brilhantes
E libertos de tudo
De uma anciã;

Vi uma esperança
Na cratera da noite
Entre claves e zelos
Atravessar a parede
Da sorte malsã;

Vi uma esperança
Que digam o contrário
Ou disfarcem o silêncio
Continuo a vê-la
Ainda que seja vã.

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