SOPRO


Dance - by H. Matisse

Ouço de um mundo imaginado
Os ecos sem rumo que rebentam
Por entre ventos a inventar festa
De bandeiras a saudar o tempo

Quis dançar e no enlevo da vida
Tal menestrel do planeta errante
Girar nos arcos do sol incendido
Entre vestais bêbadas e amantes

E contar segredos que não ouvi
Suspenso entre a vida e o sonho
Livre nas asas da estação que vai
Pela brevidade de que disponho

Pois o caminho que amanhece
Esse que continuará em verdade
É o sopro humano que diviniza
 E não a duração da eternidade.

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