Ofício e outro verso

S/ Título - por J. Ribas


Um sem fim me guardo na alma
Como haver mariposas bêbadas
De profundezas que se desatam
Em constelações de labaredas

O firmamento é pouco espaço
Os oceanos submersos em sonho
Não sustêm os navios afundados
Dos temporais que componho

Podia inventar de novas galáxias
O lugar que abrigasse todo o grito
Que escapa de demorar-se mudo
E me lançar aos ecos do infinito

Mas apascenta-me ter próximo
Na mansarda gasta, a inspiração;
E abraço a insignificância do ser
 Como areia que levasse o grão...
                       




REFÚGIO

Pouco mais de um começo infinito
Segui nos carreiros de Andrômeda
O extenso dos campos que habito

É por isso que sei os nomes dos rios
Que atravessam a alma e a funde
Entre toras de palavras e calafrios

É por isso que resisto à combustão
Ao lançar luz aos umbrais, e enfim
Abrasar o temor, a noite e a razão

E vejo mover cada onda colhida
Mesmo que não exceda o sentido
Das causas e implicações da vida

E não traga mais que as incertezas
Da jornada que o silêncio inundou
Na maré onde se espraia a beleza. 


Abstrato em PB - por J. Ribas

O jogral tem o pé na estrada
Sempre anda sozinho
Traz uma rima no bolso
No coração, um espinho...
J. Ribas 
                           


















                                        

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ALÉM DA JANELA

CORRENTEZA

INÍCIO E FIM