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VIGÍLIA

Escrever dói
mas não como retirar
das pedras
os caminhos perdidos,

Escrever é vão
mas não como olhar
a cera derreter
de círios esquecidos,
                             
A dor é inútil
pois incessante cava
gestos e vazios
macerados em fumo,

E entre a luz
e a sombra das velas
paira a imensidão
de um lugar sem rumo.

Comentários

  1. Muito lindo o poema. Achei muito parecido comigo. Reflete minhas emoções. As vezes sinto como se tivesse acontecendo essa invasão. A realidade, é que todos nós somos bombardeado vinte e quatro horas por dia sobre várias formas de invasão.

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    Respostas
    1. Obrigado, Lima Sousa, nos meus textos tento falar das inquietações e questionamentos que movem a vida! Abraços!

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ESTANTE

Colaboração de Rita Carvalho   em desenho de  Raquel Pinheiro (clique para ampliar) ando a procurar inspiração me fogem as palavras, como dizê-las? as razões e os modos desaprendi; o único caminho que sigo, ainda, é entre incertezas; guardava poetas na estante mas hoje os guardo lendo a vida e reconheço, viver é intraduzível; o único caminho que sigo, mesmo, é entre asperezas; tem momentos em que o silêncio faz gritar a poesia com palavras que não se escrevem... não quero descobrir os caminhos, apenas ter a luz acesa.

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