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MODELO VIVO

nunca pensei
que fosse tanto
o desamparo de estar nu,
observado e nu,
um desenho consumido
por J. Ribas
por entre tentáculos;

nunca pensei
(geralmente penso menos)
mas estar nu é doído
ferida de sol no segredo                                           quarto sem amantes
livro, fechado no escuro;

nu e quase em pedaços
os olhos se insurgem
e o corpo está ali, largado 
mas a alma,
esse pássaro de fogo azul,
jamais se rende.

Comentários

  1. Amei essa poesia. Lindíssima. Intensa, marcante como a própria nudez. Parabéns.

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